quinta-feira, 7 de junho de 2018


Me olhei no espelho é vi meu rosto entre os dedos, a idade estava chegando. Precisava entender o que os anos pulsavam dentro de mim. Sempre foi exigente com minhas escolhas. Sinceridade não te traz muitos amigos. Era o retrato de mim parado em minha frente, segurando minhas lembranças e histórias.
— Logo pensei. — Aquela era eu. — Meus traços. Não tinham, mas aquela mesma aparência, mas já se definiam em toda expressão do meu rosto. Eu era. Eu sou, eu fui. Mas todo tempo já estava ali em frente ao espelho.
As mesmas verdades foram tentadas. Os mesmos receios. Quase sempre as mesmas lágrimas sempre tardias e atrasadas, o tempo não perdoa. Os caminhos quase sempre cruzam as mesmas esquinas, pela qual andei e voltei tantas outras vezes querendo tentar mais uma vez. As mesmas verdades pelas quais passei correndo debaixo do mesmo céu, procurando algum caminho que sempre voltava para me lembrar que ainda estou viva.
De um jeito e de outro sempre fui sincera com minhas escolhas. E a dor do que nunca foi, será e o talvez seria  se torna inevitável.
Sentindo muito. Sentindo tudo. 
E tudo se torna um poema e um poeta dentro de mim.




quarta-feira, 2 de maio de 2018


Já pensei diversas vezes “você precisa parar de ser teimosa. Ficar, mas no seu canto, usar, mas o   silêncio é a mente se acalmar. É necessário, quanto respirar.
 Assumo que tenho fraquezas sofro com minhas escolhas. Tento enxergá-las, senti-las e ver que a todo tempo que tenho que mudar,
Não é uma  tarefa fácil. Os  dia  servem para  se exercitar.
A terra é um planeta de aprendizagem.
 Acredito ser possível mudar as energias a todo instante, ter fé. Relacionar-se é se apaixonar todo dia por si próprio. E acreditar que se relacionar com outras pessoas exige se encantar todos os dias. O estar feliz é necessário, Mesmo naqueles dias difíceis. Gratidão a tudo que nos rodeai-a.
Acho engraçado quando ouso as pessoas falarem não existe vida perfeita, casamento perfeito. Emprego perfeito. A questão é que nesse mundo terreno não existe perfeição. Esse é o principal motivo das coisas não serem perfeitas. É o egoísmo que nos torna menos felizes. Querer que tudo gire em torno de nós mesmos. Estar em paz é um conceito difícil. Exige pratica. Tenho aprendido a falar menos, julgar menos. Tenho aprendido que é possível sim viver-se em harmonia. Fazer as coisas acontecerem.
Eu sei que sou julgada quase sempre pelo meu jeito de ser. Que muitas vezes não transpareço o que deveria. A maioria das vezes meus impulsos são mais fortes do que minha própria vontade.
Mas talvez não tenha uma consciência clara. Estou tentando criar. Aprender a ser menos expressiva.  Tenho sempre a consequência de meus atos. Mas não culpo o mundo por isso. A solidão te faz mais forte. Mas consciente do realmente importa. Que agradar os outros, não é demonstração de amor.
Que o amor só nasce depois do seu amor próprio.

segunda-feira, 2 de abril de 2018


Acordo pela manhã. Os braços se espreguiçam bem devagar, o corpo levanta sente o raiar do dia. Levanto para encarar o novo dia. Tomo um café para acordar. Os pensamentos chegam a cabeça. Tento entender, mas as ideias perdem o sentido.
O coração bate apressado os lábios ficam secos, fico agitada. Tudo isso é o resultado de minha ansiedade em querer que as coisas aconteçam rapidamente –  Respiro. Tento me acalmar. A mente tenta compreender que tudo tem sua hora.
O tempo não tolera a espera. Mas os pensamentos não param, eles insistem a todo instante.
Tento me esforças para entender o porquê de cada coisa, de mansinho vou despertando. Tento encarar a verdade dos fatos.
O corpo fala comigo. Sinto um aperto. A mente fica cansada já não consegue mais criar alguma consciência em si. A insônia vira um cotidiano. Tento dormir, mas meus pensamentos excessivos não deixam. Sei o que é certo dos fatos, mas continuo insistido no que não me convém. Pratico meu silencio. Afinal tudo é consequência nessa vida. Tenho consciência, mas o    desejo e o querer é maior do que razão. Assumo meus erros. Aponta todas as falhas. Me acuso e a mente desperta e não deixa o corpo repousar.
Enquanto a mente tenta – processar se desligar, ela transita nas mais diversas culpas.

A cada dia   não consegue terminar, e concluir os fatos. Só me  resta esperar por dias melhores para o coração se acalmar.

terça-feira, 13 de março de 2018


Me sussurra um pensamento ao olhar seu sorriso no retrato. Retrato que transmite seus dias. Junto da minha ausencia. E minha alma da escrita cria uma cronica descritiva junto a Guimarães Rosa:
Ele, o menino, era dessemelhante, já disse, não dava minúcia de pessoa outra nenhuma. Comparável um suave de ser, mas asseado e forte – assim se fosse um cheiro bom.
Então, dele eu vi as cores do mundo. Era, era que eu gostava dele. Gostava dele quando eu fechava os olhos. Um bem-querer que vinha do ar de meu nariz e do sonho de minhas noites.  Hê, de medo, coração bate solto no peito; mas de alegria ele bate inteiro e duro, que até dói, rompe para diante na parede.
E por fim seu corpo fisico sua lembrança.
O pensamento dele que em mim escorreu figurava diferente, assim meio singular, por fantasma, apartado completo do viver comum, desmisturado de todos, de todas as outras pessoas – como quando a chuva entre-onde-os-campos. Ele o menino com os olhos brilhante por de traz daquele sorriso sussurava face de moço que desconfiado defendia seus principio descordando do coração. Era justo. Vivia  descordando do que não conhecia. Eu tanto conhecia. Era pratico. Ficava com quem o agradava seus dias. E assim levava minha lembrança junto aos seus pensamentos tentando a logica que jamais acharia. Nos dois eramos cheiro de chuva. Aquela lembrança  que vem do nada dentro da gente. Mas com toda força  de detalhes pequenos. De que o amor humano pouco conhece. A verdade e que dentro dele não existia nenhuma prova concreta. Nele só existia a intuição e sua fé de Aruanda. Nela um mundo de estorias literaria e imaginarias que seus sentimentos pulsavam. Verdades ou mentiras dentro dela vivia com verdade. Sempre eles em 2 mundos e as vezes se cruzavam e descruzavam.


Trecho misturado de Guimaries Rosa.

quinta-feira, 1 de março de 2018


 Escrevo com vontade. Enviando pensamentos e desejos em formas de caligrafias tortas para tentar expressar o que eu continuo sentindo. Em meio as letras, formo frases em palavras que moram dentro de mim. Meus sentidos guardam algumas sensações, e cheiros.  Lembranças e memórias que vivenciam– todo amanhecer o sol entra pela janela refletindo seu brilho amarelo em cada pensamento. O dia nasce e meu silencio se faz na memória de um abraço demorado e um coração que pulsa—Imagem e sons refletem na luz. Torno a escrita em uma fala misturada de sentimentos e verdades. E quem sabe elas se transformem em um mar azul.
Tenho vontade mas me falta a coragem. Ainda existem muitos erros de concordância delinear, outras semânticas para traduzir cada sentimento. De noite ao dormir, eu mentalizo uma oração que se transformar em uma luz.  Confio com ternura no universo e seus planos. Eu tenho fé que tudo tem sua hora. Seu momento. O plano divino sempre tem o significado mais bonito para cada vida. Anseio minhas vontades de escrever minhas histórias e dar a elas um final feliz. Já me acostumei escrever estórias não vividas. Vou entregar cada anseio vivenciado e guardar em cada escrita junto com todas as outras palavras jamais ditas.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

 Luz, muita iluminação, porque para viver longe da escuro  é preciso muito brilho e  esperança. O bom mesmo é acreditar no amanhã.  Que cada amanhecer brilhe por dentro– e que aprenda a se amar também, para dar valor ao encontro de si mesmo. Tenha paciência em cada amanhecer que seu valor vem, porque o valor está onde acreditamos.  Que as flores te façam florescer e que sempre possa regar os dias cinzas. Que perceba que a felicidade é feita de pequenas coisas. E que quando chegar os dias tristeza, tenha fé. Acredite.
Tente aprender a se escutar. Se ouvir.

Sinta seu coração seja grata por sentir ele batendo dentro do seu peito.