sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Eu tenho mania em guardar sentimentos sozinha, sou excelente em interiorizar ideias e sensações. Escrevo só para deixar registrado e memorizado. Assim a escrita me deixa mais calma: para desabafar estes sentimentos que embaralham meu coração.
Eu escrevo as ideias e logo sai as letras que formam as palavras. E assim o texto é digitado. Geralmente não encontro muitos sentido nas palavras, mais me sinto aliviada, e já fico satisfeita. Mas cada escrita transparece um sentimento que vivência meus sentidos. A ocasiões em que é preciso sentir-se ouvida. A escrita me dá essa possibilidade.  As vezes tenho resposta outras não. Mas tem sentimentos que não tem sentidos e que não passam. A vida vai te trazendo aprendizagem e você vai seguindo e revelando que seus sentimentos ficam por dentro cutucando e não consegue evita-los. Eles devem ser cuidados de uma  maneira certa, ao invés de virar uma cicatrizes cheia de feridas.
Nem sempre é possível cicatrizar, porem o trabalho deve ser diário da cura.
As vezes a vida deve ser vista de um outro ângulo. O diálogo deve ser puramente sincero junto a seu coração. O ano se prepara para terminar e a vida te dá a chance para perdoar e seguir em frente. Que venha  mas um ano.


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Há de viver como uma bela borboleta.  Voando, bailando.  Pelas asas no vento, voando sem direção sem rumo. Delicada moça de fragilidades, em seus anseios desperta seu lado de menina nos risos. Tem seus passos uma expressão forte. Em suas paixões a leveza de suas asas.
Tem-se fome do viver, de respirar o ar puro e inteiro, de vento e mais vento para alcançar as estrelas. Alcança o horizonte com força.
É multicolorida, Quase sempre  deixa  seu ar transparente .

Leitura misteriosa.  Seu olhar está na alma. Tudo se faz no olhar, que se silencia falando. Fecha seus olhos, e se deixa levar. O andar demostra seu jeito de ser.
Chove pétalas, e o céu se torna um arco íris só dela, completamente dela, pronto para colorir e seguir. Talvez ela ache seu lugar. E sente, amando, seguindo seu coração.


domingo, 1 de outubro de 2017

 Vou deixando o vento me levar e fico leve, assoprado as pétalas internas. Pétalas dançam e flutuam, silenciam sem pressa e sem saber o que esperaDelicadeza de uma moça inteira, que vivencia sua fragilidade e seus anseios, no brilho do olhar.  
Tem-se sede de ternura, quase o tempo inteiro, de sorrisos e risos e um pouco mais de carinho, só para se completar. Gosta de sua companhia. Deseja que seu andar tenha leveza. Bravura!
É a moça colorida, de flores. De flor porque adora a primavera. Gosta de transparecer, o que sente. Isso porque não consegui disfarçar. Derrama purpurina a sua volta. Tem um mundo particular só dela, totalmente dela, completo dentro de si. Ela flutua e voa. Que geralmente vai parar em um lugar imaginário. Além desse mundo terreno. E vai sentindo!
Ela é uma leitura complexa e confusa, complicado de explicar. Tudo dela revela no olhar, que fala mais do que deveria disserMaria flor está vivendo sua estação. Sintonizando suas flores e pétalas. 

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Eu me conecto dentro de mim. Faço uma leitura e um entendimento de mim. Às vezes busco me olhar de uma forma descontraída e começo a contar histórias, recordar minhas lembranças e desenho uma nova visão, até mudar minha energia, o rumo a cor. Aprendi a apreciar a minha própria companhia. Tento me ouvir. Abafam-se os barulhos, olho no meu interno.
 Nessa visão percebo o quanto tenho medo. O amor à vontade permanece.
Á o desejo?  Este é implacável!  Sinto meus olhos cheio de luz. Imploro. Vejo a minha fala no ar, em uma espera a ser lida, a ser entendida. São pedidos silenciosos. O coração acelera ansioso. Tenho vontade de me manifestar, mas percebo que a expectativa é maior. Prefiro deixar. E o tempo que se arrasta. É o instante entre o querer ‘fica’ e a razão dizendo que cabe: ‘se afasta’.  Sei que é tentando, que é o mínimo de saber se pode dar certo, mas a uma fase da vida que você analisa e entende que às vezes o melhor é observar e deixar que a vida te guie.  O vai e vem das voltas  que a  vida dá, não cabe a mim  analisar. Meu coração ultimamente vive de musica dentro e fora de cada instante.  


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Ela nunca soube se eu voltaria: chegava sempre alvoroçada, com pressa pra consumar o amor. Quando me demorava no abraço, ela fazia eternidades daquele instante. Envolvia-me com zelo temendo qualquer movimento que o afastasse, qualquer menção de buscar a roupa espalhada. Ela o fazia cheio de delicadeza, não havia como me prender por mais que algumas horas. Buscava um brilho do meu olhar em sua direção, uma entrelinha num sorriso breve, uma malícia qualquer na piscada de olho antes da ida para o banho. Esperava meu convite, mas eu o tinha com tanta abundância que achava que não o queria. Era como se nunca fosse se ausentar porque se doava inteiro e sem pressa. um dia ela chegou antes da hora do meu desejo cru. E ficou contemplando a minha ausência. Não me abraçou como sempre, esperou que eu me aproximasse. Disponível que estava, mas seguro da sua parte feita, esperou que eu me assustasse, que entendesse que eu poderia não voltar se eu não quisesse, que ela saberia conjugar a minha ida no pra sempre. Com alguma dor, naturalmente. mas estava sereno, quase se despedindo, conformado. e eu me sobressaltei. Porque nunca tinha imaginado que ela pudesse ir embora. Nunca tinha imaginado a ausência do toque dele, a falta do beijo, a serenidade que cabia no desejo. Eu esperava alguma coisa mais aflita, uma paixão que gritasse pra eu ficar, um desespero, os argumentos. mas não, ele me contemplou sem falas, sem pedidos, deixou que todo aquele tempo fosse preenchido por grossas gotas de silêncio e calma. Naquela hora, naquele meu sorriso sem jeito, naquele olhar cheio de frases, um brilho, um brilho tão forte abraçou toda ela com as minhas retinas. E eu o vi como nunca tinha visto antes. eu o quis como se nunca o tivesse tido entre as minhas pernas. e abandonei o meu corpo no abraço dele, eternizada... ele que sempre esteve ali e era como se tivesse chegado só naquele instante.
 Escrito por  Marla de Queiroz

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Surpreendo-me com o tempo.Tantas escritas. As letras formadas da vida, uma lembrança cantada dos lábios. A cada palavra vivida  me surpreendo como a vida é formada de poemas.Varias linhas.Com tantas historias. A imagem surge no tempo de um momento, que se transforma e perpetuar-se na memoria. Seja de lembranças rasas ou profundas. A vida é um rabisco de folhas amarelas cheio de poemas antigos. Tenho gosto de experimentar a cada amanhecer.