domingo, 1 de outubro de 2017

 Vou deixando o vento me levar e fico leve, assoprado as pétalas internas. Pétalas dançam e flutuam, silenciam sem pressa e sem saber o que esperaDelicadeza de uma moça inteira, que vivencia sua fragilidade e seus anseios, no brilho do olhar.  
Tem-se sede de ternura, quase o tempo inteiro, de sorrisos e risos e um pouco mais de carinho, só para se completar. Gosta de sua companhia. Deseja que seu andar tenha leveza. Bravura!
É a moça colorida, de flores. De flor porque adora a primavera. Gosta de transparecer, o que sente. Isso porque não consegui disfarçar. Derrama purpurina a sua volta. Tem um mundo particular só dela, totalmente dela, completo dentro de si. Ela flutua e voa. Que geralmente vai parar em um lugar imaginário. Além desse mundo terreno. E vai sentindo!
Ela é uma leitura complexa e confusa, complicado de explicar. Tudo dela revela no olhar, que fala mais do que deveria disserMaria flor está vivendo sua estação. Sintonizando suas flores e pétalas. 

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Eu me conecto dentro de mim. Faço uma leitura e um entendimento de mim. Às vezes busco me olhar de uma forma descontraída e começo a contar histórias, recordar minhas lembranças e desenho uma nova visão, até mudar minha energia, o rumo a cor. Aprendi a apreciar a minha própria companhia. Tento me ouvir. Abafam-se os barulhos, olho no meu interno.
 Nessa visão percebo o quanto tenho medo. O amor à vontade permanece.
Á o desejo?  Este é implacável!  Sinto meus olhos cheio de luz. Imploro. Vejo a minha fala no ar, em uma espera a ser lida, a ser entendida. São pedidos silenciosos. O coração acelera ansioso. Tenho vontade de me manifestar, mas percebo que a expectativa é maior. Prefiro deixar. E o tempo que se arrasta. É o instante entre o querer ‘fica’ e a razão dizendo que cabe: ‘se afasta’.  Sei que é tentando, que é o mínimo de saber se pode dar certo, mas a uma fase da vida que você analisa e entende que às vezes o melhor é observar e deixar que a vida te guie.  O vai e vem das voltas  que a  vida dá, não cabe a mim  analisar. Meu coração ultimamente vive de musica dentro e fora de cada instante.  


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Ela nunca soube se eu voltaria: chegava sempre alvoroçada, com pressa pra consumar o amor. Quando me demorava no abraço, ela fazia eternidades daquele instante. Envolvia-me com zelo temendo qualquer movimento que o afastasse, qualquer menção de buscar a roupa espalhada. Ela o fazia cheio de delicadeza, não havia como me prender por mais que algumas horas. Buscava um brilho do meu olhar em sua direção, uma entrelinha num sorriso breve, uma malícia qualquer na piscada de olho antes da ida para o banho. Esperava meu convite, mas eu o tinha com tanta abundância que achava que não o queria. Era como se nunca fosse se ausentar porque se doava inteiro e sem pressa. um dia ela chegou antes da hora do meu desejo cru. E ficou contemplando a minha ausência. Não me abraçou como sempre, esperou que eu me aproximasse. Disponível que estava, mas seguro da sua parte feita, esperou que eu me assustasse, que entendesse que eu poderia não voltar se eu não quisesse, que ela saberia conjugar a minha ida no pra sempre. Com alguma dor, naturalmente. mas estava sereno, quase se despedindo, conformado. e eu me sobressaltei. Porque nunca tinha imaginado que ela pudesse ir embora. Nunca tinha imaginado a ausência do toque dele, a falta do beijo, a serenidade que cabia no desejo. Eu esperava alguma coisa mais aflita, uma paixão que gritasse pra eu ficar, um desespero, os argumentos. mas não, ele me contemplou sem falas, sem pedidos, deixou que todo aquele tempo fosse preenchido por grossas gotas de silêncio e calma. Naquela hora, naquele meu sorriso sem jeito, naquele olhar cheio de frases, um brilho, um brilho tão forte abraçou toda ela com as minhas retinas. E eu o vi como nunca tinha visto antes. eu o quis como se nunca o tivesse tido entre as minhas pernas. e abandonei o meu corpo no abraço dele, eternizada... ele que sempre esteve ali e era como se tivesse chegado só naquele instante.
 Escrito por  Marla de Queiroz

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Surpreendo-me com o tempo.Tantas escritas. As letras formadas da vida, uma lembrança cantada dos lábios. A cada palavra vivida  me surpreendo como a vida é formada de poemas.Varias linhas.Com tantas historias. A imagem surge no tempo de um momento, que se transforma e perpetuar-se na memoria. Seja de lembranças rasas ou profundas. A vida é um rabisco de folhas amarelas cheio de poemas antigos. Tenho gosto de experimentar a cada amanhecer.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Ela ouve o som, observa o movimento e já imagina um mundo de cores em sua mente. De ternura e encantamento, seus olhos permanecem abertos para observar todas as cenas tomando conta do seu coração.  Sua respiração intensa e o ar é liberado em seu peito. Naquele momento só pensa em vivenciar seus sentidos.
Ela chega e seu corpo sente os movimentos com o toque dos pés. É como se pisasse no chão de terra fofa. Ela dança com sua força interna e gira  no seu  próprio mundo. Seu olhar entra no centro do seu ser.
Uma pausa para o descanso o ar que vai mais fundo, um desejo de se tornar cada dia, mas forte dentro do seu coração. O movimento da vida  realiza uma  claridade no olhar.
Na dança, ela sente um único mundo, o chão afundar seu corpo flutuar. A musica conduz o ritmo e a mistura da dança. O resultado da musica e da dança vira poesia. Cada nota se torna especial para que ela permaneça em sua própria companhia.



sábado, 17 de junho de 2017

Enquanto eu andava distraída memorizando músicas, eu estava lá sozinha sem esperar absolutamente nada ocupando meus pensamentos. Em uma noite qualquer nossas vidas se cruzaram. Era uma festa linda de santos Pretos. Eu só queria girar minha saia ir ouvir o som do tambor nas batidas do meu coração. Então meus olhos se cruzaram com o seu pela primeira vez. Era um moço pequenino loiro escuro com traços fortes e um sorriso que iluminava tudo. Com um sotaque arretado da terra linda de Pernambuco. É foi só um único obrigada e uma gentileza de me deixar ir no banheiro.
Depois daquele dia nunca mas nos vemos. Eu distraída como sempre fechada para mundo segui a vida.  Era uma fase de perdas e desapego. Tudo que queria era viver um dia de cada vez. Até que um dia uma amiga me levou para conhecer uma banda que falava minha língua. Era parte que me fazia feliz folclore Brasileiro. Havia conhecido esse mundo a tempos atrás que me lembravam porque ser Brasileira.
Então eu o vi novamente. Sereno realizado transparecendo o que ele mas entendida a música.  Depois daquele dia nos encontrávamos com mais frequência.  E seu carisma era inevitável. Logo atraiu o encantamento de todos. Porque não era só música era alma.
Havia algo que pedia dentro de mim semear. Porque havia flores.  Alguns encontros, beijos e despedidas.
Então nossos desencontros aconteceram. Maria flor continuava dura e resistente aos baques da vida. Mas a vida segui o moço escrevendo versos e se apaixonando. Eu Maria flor continuava a seguir com versos e rimas do sertão veredas. O sertão era lá dentro dela. Mas o canto do passarinho sempre aparecia em sua janela. Seu jardim.
E assim nosso encontro de corpos aconteceu. Nossos corpos se interlaçaram.
O prazer sempre permanece. Meu corpo virou seu violão em um único instante virei a nota musical. Uma composição de curvas e toques intenso musicais.
Então voltamos para nossas vidas. Seguindo sem espera sem intenção.
A composição sem letra. Só um fino toque do meu corpo.