domingo, 20 de outubro de 2013

Hj Maria Flor acordou com Ternura de  Vinicius de Moraes
Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar
                                                                                           

sábado, 12 de outubro de 2013

Hj Maria  Flor acordou com pensamentos de criança......
Maria Flor quando virá criança  se veste de Robertá Sá.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

 Maria Flor anda  com pensamentos  de reflexão do Sábio Pequeno Principe:
Desde que eu sai da rota dos planetas estranhos, percebi que eu tenho andado muito observando as muitas formas de vida e, principalmente, como essas formas se relacionam. É engraçado, por que em todas eu vejo o quanto o amor é comum - não muda nada, a não ser a forma como eles chamam isso.
E eu senti que tenho ficado mais velho a medida que os anos-luz se passam. Eu não sou mais apaixonado pela Rosa. E também não tenho mais o mesmo apreço por brincadeiras - além do mais, meu pensamento têm amadurecido exponencialmente, de modo que até a forma como falo é diferente. Eu cresci.
E à medida que tenho evoluído, percebo que por mais que as formas de vida exponham o sublime do amor, naquele estranho lugar que é a Terra, as coisas funcionam as avessas - e aquilo me assusta.
Mas eu carreguei lições que mudaram ainda mais as minhas concepções sobre quem sou, por que sou, para onde vou e por que jamais devo me sentir sozinho. E eu não estou. De Pequeno sou apenas Um Príncipe - de princípios. Não que nunca os tivesse, mas você sabe, seja lá quem for, que desde pequeno minha inocência têm me permitido ver o mundo com olhos de santidade e, hoje, aos dezessete que completo por insistência, tenho percebido que meus olhos se obrigam a enxergá-lo de duas formas: com a realidade que ele me joga na cara; e com a inocência que se resguarda em meu coração.
Se sou deprimido? Oh, não. Eu sou mais alegre do que pensas. Mas é por que quando reflito, little boy, fico distraído lá em cima, nas nuvens. No lugar invisível que somente eu enxergo. E há uma coisa que constatei: não quero ser um homem.  Eu quero ser Um Príncipe que não se saiba definir onde, nem como, nem porquê. Mas Um Príncipe que se reconhece. Mas eu sou homem de outras formas, no agir, no pensar e principalmente, na essência.
E sim, claro que quero prosseguir pelo espaço, por que ele é tão gigante que não cabe em meus olhos. Tenho muito a explorar, a descobrir ainda. A melhor lição que você me ensinou é que seja lá o que for que eu faça, para onde eu vá, seja lá quem for que eu preciso cuidar eu preciso do meu amor. Eu preciso não ter vergonha dele. E preciso usá-lo, a não ser que eu queira ser igual a maior parte dos habitantes da terra - e isso eu não quero mesmo.
Foi em você Pequeno Príncipe, que eu, Um Príncipe, compreendi o valor que são as pessoas ou as formas de vida e muito mais: o sentido da amizade, da lealdade, do amor, da inocência, da simplicidade, da bondade... Onde mais, a não ser sendo criança, aprenderia tanto?
Vou-me embora Pequeno. Vou-me embora, por que depois de mais velho fiquei mais apressado. Porém, jamais esquecido. Só estou experimentando o exagero da correria - lembra, eu posso controlar isso. Mas mais tarde. Estou viajando Pequeno. Vê se mantém essa consciência acesa em mim e não me deixe esquecê-lo.
Até um dia, ou seja, até a próxima reflexão que não tardará.

domingo, 6 de outubro de 2013

sexta-feira, 4 de outubro de 2013


Todo começou em Janeiro, Maria Flor estava com seu coração aberto, alegre, cheia de expectativa tinha um ano inteiro a caminho. Janeiro durou um longo período, eu estava tão feliz. Tudo parecia mágico. A forma linda e sutil do amor. Foram três longos Janeiros. Nada importava. Só estar por perto.   
 Chegou o inverno, nevou varias vezes.  Ate chegar a tempestade, e levar tudo com o forte vento. A dor foi inevitável. Doeu muito. Eu estava tão exausta que resolvi fechar meus olhos e apagar tudo que doía dentro do meu coração. Dormi. Deixei a vida fluir. O egoísmo tomou conta de mim. Era a única maneira de me defender.  Foi assim que senti.  Tente fugir do que sempre esteve aqui dentro. Foi assim que me senti, ontem novamente.