terça-feira, 17 de junho de 2014



Não consigo entender onde ando com meus pensamentos. Resolvi escutar meu coração que anda girando dentro de uma roda gigante. O calor percorreu meu corpo e, intensa, borbulhei meu coração!

Fechei meus olhos para não me entregar assim permaneço forte.  Talvez  espere o tempo certo, ou talvez, meu coração viva em um universo multicolorido, com algum enfeite bonito. Alguma hora Maria flor vai semear certamente. O importante é o sinal, certo? Lembro bem dos meus olhos brilhantes, tomando uma leve brisa de esperança como se fosse uma amanhecer bonito.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

 Maria Flor acordou José Saramago:
Sorriso, diz-me aqui o dicionário, é o acto de sorrir. E sorrir é rir sem fazer ruído e executando contracção muscular da boca e dos olhos.
O sorriso, meus amigos, é muito mais do que estas pobres definições, e eu pasmo ao imaginar o autor do dicionário no acto de escrever o seu verbete, assim a frio, como se nunca tivesse sorrido na vida. Por aqui se vê até que ponto o que as pessoas fazem pode diferir do que dizem. Caio em completo devaneio e ponho-me a sonhar um dicionário que desse precisamente, exatamente, o sentido das palavras e transformasse em fio-de-prumo a rede em que, na prática de todos os dias, elas nos envolvem.
Não há dois sorrisos iguais. Temos o sorriso de troça, o sorriso superior e o seu contrário humilde, o de ternura, o de cepticismo, o amargo e o irónico, o sorriso de esperança, o de condescendência, o deslumbrado, o de embaraço, e (por que não?) o de quem morre. E há muitos mais. Mas nenhum deles é o Sorriso.
O Sorriso (este, com maiúsculas) vem sempre de longe. É a manifestação de uma sabedoria profunda, não tem nada que ver com as contracções musculares e não cabe numa definição de dicionário. Principia por um leve mover de rosto, às vezes hesitante, por um frémito interior que nasce nas mais secretas camadas do ser. Se move músculos é porque não tem outra maneira de exprimir-se. Mas não terá? Não conhecemos nós sorrisos que são rápidos clarões, como esse brilho súbito e inexplicável que soltam os peixes nas águas fundas? Quando a luz do sol passa sobre os campos ao sabor do vento e da nuvem, que foi que na terra se moveu? E contudo era um sorriso.

segunda-feira, 9 de junho de 2014


Estou tentando não, mas me esconder do mundo ai de fora, pois confesso que me assusto cada dia mais vezes quando.  Não sei, mas o que pensar.  Talvez acredite em mundo irreal, ou em uma certa inocência de corações verdadeiros. Dias claros, Mas talvez o  mundo é que envelheça  cedo demais.

Tente fugir varias vezes, de corações levianos. Mas a verdade é que eles sempre se cruzam no meu caminho. De um modo tão encantador que não consigo resistir. Maria Flor esta tentando enfrentar o mundo, junto aos corações levianos. Quem sabe um dia consiga compreende-los.