sexta-feira, 18 de março de 2016

Basta estudar os períodos literários, para descobrir que a sociedade não evoluiu! 
Hoje Maria flor acordou se sentindo sem lucidez:

A lucidez, e conscientização (diante das coisas como elas realmente são, ou de um fato isolado) de cada um são equiparáveis à alegoria de estar contemplando um quadro, uma fonte geradora de pontos de vista restritos à capacidade de interpretação de cada um. Uns dirão que vêem um monte de manchas, outros notificariam um leito de um rio cercado por
árvores, com um céu límpido, outros enxergarão que além disso há montanhas no fundo, com pássaros dilacerando o céu, outros perceberão tudo isso, e a diferença dos tipos de pincelada, das cores usadas na pincelagem do rio, das partes em que a luz do sol incide, outros, além disso, entenderão qual a mensagem por de trás do quadro. Outros, mais esforçados, terão o privilégio de assimilar a real intenção do pintor ao passar a mensagem, e até possibilidade da imagem ter sido produzida sob mando de terceiros . Não importa a etnia, a classe social, o contexto, e nem mesmo o lugar; perpetuará ainda por bastante tempo, uma grossa camada, numericamente superior, composta por aqueles que não param pra
observá-lo por entregar-se ao ledo engano de que a avaliação da obra não é digna do seu tempo. Quando o quadro vem a se tornar o assunto em questão, esses últimos facilmente acreditam quando um mentiroso qualquer afirma ter visto um porco voador pintado em forma de paisagem, e ainda defendem veementemente o comentário, pelo fato do parlapatão ter levado o quadro de baixo do braço no dia anterior à exposição.Infelizmente, o último dos observadores é o modelo que mais bem retrata o real nível entendimento proveniente da maior fatia estatística de estimadas centenas de milhões de pessoas
que compõe esse país.Eclodem debates diante de mais um festival carnavalesco de democracia, sobre mais um assunto não tão importante quanto a necessidade de uma retificação da forma com que se governa o país.-E no final das contas, quem é que pinta o quadro da nossa rotina com esse lodo, escombroso, imundo e pestilento? Pergunta o pintor se rindo todo, tratando de complementar o silêncio reticente, com a resposta .
-O observador. São os olhos da mente que fazem a obra, e se essa apresenta-se turva, distorcida, é por culpa da falta de visibilidade ou falta de capacidade de interpretação do observador.Hahaha, o melhor disso tudo, é que, enquanto ninguém aqui entender de "arte", continuarei "pintando e bordando", como bem me for conveniente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário