sexta-feira, 8 de abril de 2016

As ideias vieram deslizando de escrever o que pulsa. As letras arremessam as frases que ficam aqui dentro e, uma a uma, permanece sem fala sem som, sufocando aos poucos.  Coragem! Preciso descrever, preciso registrar,  preciso falar!
Preciso mostrar o que se passa aqui dentro. Mas as frases se mostram imperceptíveis. Não existe uma sequencia de começo, meio e fim. Não arranjo jeito de organizar as ideias.  A pontuação fica confusa. Mas a única coisa que consigo registrar e o que pulsa. Somente pulsa.  “O pulso ainda pulsa” como diria a canção dos titãs.

As batidas do meu coração insistem em permanecer, porque ainda carregam um riso bobo e um olhar estático. Relutam em bater, respiram fundo, olham para o alto mexo  o corpo e os ombros.  Ouso o coração em um ritmo que aumenta o tom a medida que o toc toc toc.  Insiste em bater. 

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