terça-feira, 28 de março de 2017

 Hoje o pulsar batia ali, insofismável, pulsando dentre a gente... Eu decorei varias frases tortas, mas repleto de verdade, de intensidade. Eu ensaiei varias vezes para te dizer. Eu quis dizer tantas vezes. Muitas coisas, mas perdi todas as oportunidades. E hoje estou aqui, tentando algumas frases  sem  sentido  para ver se sossego  um tanto esse tudo que quero dizer e, mais uma vez, me enrolo. Me faço e desfaço.

domingo, 26 de março de 2017

Hoje estou lendo e relando  Água  Viva  esse livro  me encanta toda vez que leio e releio Super me  identifico.
Segue alguns trechos que gostaria de deixar escrito no blog:
 Escrito brilhantemente por  Clarice lispector:
Meus dias são um só clímax: vivo à beira.
Esta é a vida vista pela vida. Posso não ter sentido mas é a mesma falta de sentido que tem a veia que pulsa.
 Que mal porém tem eu me afastar da lógica? Estou lidando com a matéria-prima. Estou atrás do que fica atrás do pensamento. Inútil querer me classificar: eu simplesmente escapulo não deixando, gênero não me pega mais. Estou em um estado muito novo e verdadeiro, curioso de si mesmo, tão atraente e pessoal a ponto de não poder pintá-lo ou escrevê-lo.
 Ouve-me, ouve o silêncio. O que eu te falo nunca é o que te falo e sim outra coisa. Capta essa coisa que me escapa e no entanto vivo dela e estou à tona de brilhante escuridão. Um instante me leva insensivelmente a outro e o tema atemático vai se desenrolando sem plano mas geométrico como as figuras sucessivas em um caleidoscópio.
 Tenho medo do domingo maldito que me liquifica.Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada.
O que te direi? te direi os instantes. Exorbito-me e só então é que existo e de um modo febril. Que febre: conseguirei um dia parar de viver? ai de mim que tanto morro. Sigo o tortuoso caminho das raízes rebentando a terra, tenho por dom a paixão, na queimada de tronco seco contorço-me às labaredas. À duração de minha existência dou uma significação oculta que me ultrapassa. Sou um ser concomitante: reúno em mim o tempo passado, o presente e o futuro, o tempo que lateja no tique-taque dos relógios.
O mundo não tem ordem visível e eu só tenho a ordem da respiração. Deixo-me acontecer.De que cor é o infinito espacial? é da cor do ar. Nós – diante do escândalo da morte.
 Renuncio a ter um significado, e então o doce e doloroso quebranto me toma. Formas redondas e redondas se entrecruzam no ar.

quarta-feira, 8 de março de 2017

"Quem é a mulher que você deseja ser no mundo?" O mundo precisa de mulheres que sejam, no mundo! Que falem, soltem a voz, expressem as verdades internas e que agem a partir do coração; com objetividade, foco e dissernimento!  Precisamos de mulheres amorosas, empáticas, compassivas ... mas também que mostrem a sua cara e DEIXEM CLARO o que vieram fazer aqui! Está na hora de ir além da vitimização,  da passividade, das caixinhas impostas... dos papéis pré estabelecidos a respeito do que é ser mulher! Está na hora de ser,  quem se é, EM SEU MÁXIMO POTENCIAL!
Estou em busca da mulher que se torna, a cada dia, quem ela deseja e merece ser! Que faz o necessário(e até o impossível) para viver e manifestar o seu propósito de vida mais profundo. Que paga um preço alto(seja ele qual for), para ser íntegra em sua essência e para transformar positivamente o mundo através de suas mãos, mente e coração !
Estou em busca da mulher que não perde tempo se identificando com histórias tortas, tristes, de frustração e fracassos. Em busca da mulher que se ergue, a cada novo dia, como autora de sua própria jornada heróica!
Estou em busca da mulher que não perde tempo se identificando com suas glórias e nem com as belas máscaras que ela mesma construiu . Que não mais se perde de si tentando convencer os outros sobre o quanto ela pode ser boa o bastante!
Estou eternamente em busca desta mulher, dentro e fora de mim.
DanzaMedicina

quarta-feira, 1 de março de 2017

Acho que minha carne não é de carnaval . Pelo menos desse carnaval que tudo mundo diz que vivência no mês de Fevereiro. Minha carne é feita de estrela daquela que brilha do lado de dentro somente sentimento e alma. Meu coração há esse é feito de fé de vento de tudo que me leva além da matéria. .Meu lado humano gosta de dançar descalça, gosta de  cerveja vodca e bocadinho de  cheiro e  gosto de cachaça. Talvez seja meu lado selvagem convocando as ciganas de saias coloridas que existem em mim. Fumaça essa não gosto que sai de dentro. Prefiro pular fogueira para sentir o calor fogo e a terra. Sentir o mar banhando em meu corpo junto ao vento  e tudo que me permite vivenciar. Não essa carne de carnaval vazia e instintiva.  O toque da minha pele existe em arrepios de carinhos verdadeiros. Daqueles que vem de dentro e que  te olhem sem dizer uma só palavra  porque são sincero.  Deixa o instinto me levar sim, mas para aquilo que me transforme. Faça valer a pena estar vivo. Carnaval sim ele existe dentro de mim no riso, na música, no pôr-do-sol, na grama molhada,  no som  do violão, nas cores alegre de vida na batida do tambor. É lá que sinto  meus pelos arrepiar. É desse tipo de carnaval que me alegro aqui dentro.  Não naquele carnaval humanizado vazio de corpos suados sem cor. Sem desejo. Somente corpo e corpo.  Porque o desejo para mim vem da luta diária. Do poder de se transformar no coração vibrando. Na dança da chuva.  Não procuro nada além disso. Maria flor acredita em outro carnaval.