terça-feira, 5 de setembro de 2017

Eu me conecto dentro de mim. Faço uma leitura e um entendimento de mim. Às vezes busco me olhar de uma forma descontraída e começo a contar histórias, recordar minhas lembranças e desenho uma nova visão, até mudar minha energia, o rumo a cor. Aprendi a apreciar a minha própria companhia. Tento me ouvir. Abafam-se os barulhos, olho no meu interno.
 Nessa visão percebo o quanto tenho medo. O amor à vontade permanece.
Á o desejo?  Este é implacável!  Sinto meus olhos cheio de luz. Imploro. Vejo a minha fala no ar, em uma espera a ser lida, a ser entendida. São pedidos silenciosos. O coração acelera ansioso. Tenho vontade de me manifestar, mas percebo que a expectativa é maior. Prefiro deixar. E o tempo que se arrasta. É o instante entre o querer ‘fica’ e a razão dizendo que cabe: ‘se afasta’.  Sei que é tentando, que é o mínimo de saber se pode dar certo, mas a uma fase da vida que você analisa e entende que às vezes o melhor é observar e deixar que a vida te guie.  O vai e vem das voltas  que a  vida dá, não cabe a mim  analisar. Meu coração ultimamente vive de musica dentro e fora de cada instante.